Mamãe
costuma dizer que “a quem Deus promete, não falta”... Na verdade essa é a
sabedoria de minha terra para quando alguém consegue vencer na vida, depois de
passar por grandes dificuldades. Esta foto é do dia 13 de maio de 1928. O jovem
que aparece de chapéu claro na cabeça se chama Marion Michael Morrison. Ele só
será chamado de “John Wayne” dali a dois anos... Até lá o jovem ainda vai
“ralar” um pouco mais nos Estúdios da Fox. Eu vi este filme em 2013. Chama-se
“Justiça do Amor”. Tem 71 minutos e o título original é “Hangman’s House”, dirigido
por John Ford em 1928. O jovem “Duke” Morrison, como era inicialmente chamado
no cinema, estava em seu décimo filme, mas, sempre como “ponta” – antes havia
participado dedos seguintes filmes: “Mocidade Esportiva”/1926, “O Cavaleiro dos
Amores”/1926, “A Grande Emboscada”/1926, “The Draw-Bac”/1927, “Annie
Laurie”/1927, “Trunfos às Avessas”/1927, “Seeing Star”/1927, “Minha
Mãe”/Mother Machree/1928, “Quatro Filhos”/Four Sons/1928). Ponta é aquele papel
sem nenhuma expressão. O sujeito fica ali, no meio da multidão, enquanto os
atores protagonistas e coadjuvantes atuam. Quando eu vi as cenas daquele rapaz
magricelo como um faquir indiano, pulando feito um desesperado, acenando para
um jóquei numa corrida de cavalos, pensei na frase de que mamãe gosta de usar.
Sim, ali estavam sendo dados os primeiros passos para um dos maiores atores da História
do Cinema. As cenas são ridículas, mas, fica patenteado o provérbio chinês, atribuído
a Confúcio, que diz: “Uma caminhada de mil léguas começa sempre com o primeiro
passo.”. Há uma outra frase que diz que “para
subir uma escada, há de se começar pelo primeiro degrau”. John Wayne seguiu seu
caminho e fez, ao todo, 166 filmes – entre 1926 e 1976. E durante dez anos
esteve entre os Dez Maiores Astros do Cinema Americano. Este seu recorde ainda
não foi quebrado. – [chico potengy]

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