Uma
vez li uma analise de um religioso, norte-americano,sobre a autenticidade do
versículo bíblico, do livro de Mateus, que diz: “Então Jesus foi levado pelo
Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo”. Aquele homem questionava com
veemência que um Ser Santificado não busca a tentação... O bonitão da
fotografia sou eu. Em um dia de 1982, em São José dos Campos, interior de São
Paulo. Estou na Praça Afonso Pena, dando as costas para um bonito lugar que eles
chamam de “Banhado”. Recentemente eu soube que ali, hoje, é um lugar de muitos
condomínios. Pena... Agora me lembrei de Caetano falando da “força da grana,
que ergue e destrói coisas belas”... Eu andava, naquela cidade, do Vale do
Paraíba, em uma bicicleta. Por três vezes desafiei o Diabo montado na
“magrela”. Duas vezes o meu Anjo da Guarda me protegeu. Na última ele me deixou
pagar o preço do desafio. Vou contar. Existe um lugar chamado Vila Ema.O Satélite
ficava bem mais a frente e uma ladeira, cuja via serpenteava até passar por
baixo da Via Dutra, era a ligação entre bairros. Também havia um pequeno riacho.
Creio que, até chegar aquele ponto, uns três “s” muito fechados, foi o motivo
de minha estupidez. Naquela época o lugar era de mato dos dois lados da estrada.
À noite era escuro feito breu. Circulavam poucos carros por ali àquela hora.
Uma noite resolvi descê-la em alta velocidade... Hoje penso que escapei de um
terrível acidente. Meu Anjo da Guarda me protegeu e eu conclui a “corrida
maluca” inteirinho. A Rua Cefeu, onde eu morava, era toda enladeirada e formava
uma enorme curva, da direita para a esquerda. Quase um quilômetro de extensão,
creio, margeando o Centro Poliesportivo João do Pulo. Depois daquele local
esportivo havia um grande buraco, feito pela agua da chuva. Tínhamos de subir
aquele enorme barranco para chegar à Rua Castor, do outro lado. Certa vez desci
em alta velocidade. Só pelo prazer da aventura. O jovem que me acompanhava
ficou bem mais para trás. Ao me aproximar do fim da rua, alguns garotos jogavam
bola na calçada. Um deles chutou e a bola escapou em minha direção, batendo no
pneu da frente. Capotei violentamente dando, sem exagero, duas cambalhotas no
ar até ser jogado na poeira que margeava o asfalto. A bicicleta também, em
outra direção, parando no fundo do abismo. Levantei constrangido, mas, sem
dores, sem arranhões, sem rasgão na roupa. Simplesmente eu estava inteiro. Os
meninos me olhavam petrificados. Peguei a bola e chutei devolvendo. Meu companheiro
não acreditava no que via. Nem eu no que me aconteceu. Eu poderia ter morrido
aquele dia. No mínimo ficado tetraplégico. Mas, felizmente, meu Anjo da Guarda
me protegeu mais uma vez.Também vivo sem nenhuma sequela daquele episódio. Nem
uma cicatriz de lembrança. Nada! Uma tarde, voltando para casa, entrei numa
“viela”, como fala os paulistas, que dava acesso a rua onde eu morava - Cefeu. Eu
costumava, na velocidade que vinha subir uma rampa da garagem da casa vizinha,
em diagonal. Acontece que o vizinho havia refeito o muro da casa e salpicado de
cimento, que ficou como um ralador. Naquele dia, o pneu resvalou em alguma
sujeira, fazendo a bicicleta me jogar de encontro à parede. Num reflexo
consegui livrar meu rosto do choque com o muro, mas, meu braço, ficou todo
ensanguentado. Alguns dias de dores horríveis, com os ferimentos, me fez ter
mais cuidado com a bicicleta. E foi, também, o meio que meu Anjo da Guarda
encontrou para me ensinou a colaborar com ele. – [chico potengy]

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