terça-feira, 26 de julho de 2016

CHICO CÉSAR

Quem esteve esses dias aqui na Terra do magistrado, jurista, ministro, presidente nacional da OAB e interventor federal no RN, Miguel Seabra Fagundes (1910-1993), foi o cantor paraibano, da Paraíba, Francisco César Gonçalves – popularmente conhecido como “Chico César”. E eu fiz uma busca danada, no meu arquivo, procurando o cartaz de quando ele veio cantar em Natal,pela primeira vez (entre o fim de 1989 e começo de 1990). Apresentou-se no Bar do Buraco, na Vila de Ponta Negra - aquele prédio onde hoje funciona uma das “Casas da Moeda” do pastor Edir Macedo. Esquina de uma ruela bem estreitinha que dá acesso a Rua da Floresta. Fica próxima a igreja católica da Vila. Na época a Vila fazia jus ao nome, pois ainda era uma comunidade quase que totalmente de pescadores, salvo raríssimas exceções. E para quem não sabe, mesmo sendo um lugar simples, e “distante” de Natal, ali cantou a “nata” da MPB. Natal já foi “gente grande”, gente! Você quer o quê? Hoje é que está só o “coió”, mas, já teve seu brilho noturno.Acontece que Chico César ainda não era “Chico César”. Na verdade, foi só mais um desconhecido “maracatu” que os pseudointelectuais de Natal trouxeram como mais um “tom” para entoar em seus movimentos esquerdistas. Nem sei se o cantor sabia disso na ocasião... Enfim! Cheguei a minha casa e fui apreciar a aquisição do cartaz, que só circulou nos sebos da cidade, e em lugar nenhum mais! Lugar nenhum, mais! Aliás, nem sei qual foi o resultado da bilheteria. Minha mulher, que adorava uma gozação com minhas manias, chegou do meu lado, olhou, olhou, olhou (franzindo a testa, fingindo, de pura sacanagem, estar interessada) e disparou: “É seu parente, meu ‘filho’?” E saiu do quarto, com a mão na testa, em uma característica sua, quando em crise de risos. Acabei em crise de riso também. Realmente, um cartaz em forma de Xerox não era algo para se levar a sério. Mas, como diz mamãe, “A quem Deus promete, não falta”. Chico César se tornou “Chico César” e agora, quando vem a “Cidade dos Magos”, destaca-se em cartazes coloridos, espalhados pelos quatro cantos da cidade. – [chico potengy]

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