Quem esteve
esses dias aqui na Terra do magistrado, jurista, ministro, presidente
nacional da OAB e interventor federal no RN, Miguel Seabra Fagundes
(1910-1993), foi o cantor paraibano, da Paraíba, Francisco César
Gonçalves – popularmente conhecido como “Chico César”. E eu fiz uma
busca danada, no meu arquivo, procurando o cartaz de quando ele veio
cantar em Natal,pela primeira vez (entre o fim de 1989 e começo de
1990). Apresentou-se no Bar do Buraco, na Vila de Ponta Negra - aquele
prédio onde hoje funciona uma das “Casas da Moeda” do pastor Edir
Macedo. Esquina de uma ruela bem estreitinha que dá acesso a Rua da
Floresta. Fica próxima a igreja católica da Vila. Na época a Vila fazia
jus ao nome, pois ainda era uma comunidade quase que totalmente de
pescadores, salvo raríssimas exceções. E para quem não sabe, mesmo sendo
um lugar simples, e “distante” de Natal, ali cantou a “nata” da MPB.
Natal já foi “gente grande”, gente! Você quer o quê? Hoje é que está só o
“coió”, mas, já teve seu brilho noturno.Acontece que Chico César ainda
não era “Chico César”. Na verdade, foi só mais um desconhecido
“maracatu” que os pseudointelectuais de Natal trouxeram como mais um
“tom” para entoar em seus movimentos esquerdistas. Nem sei se o cantor
sabia disso na ocasião... Enfim! Cheguei a minha casa e fui apreciar a
aquisição do cartaz, que só circulou nos sebos da cidade, e em lugar
nenhum mais! Lugar nenhum, mais! Aliás, nem sei qual foi o resultado da
bilheteria. Minha mulher, que adorava uma gozação com minhas manias,
chegou do meu lado, olhou, olhou, olhou (franzindo a testa, fingindo, de
pura sacanagem, estar interessada) e disparou: “É seu parente, meu
‘filho’?” E saiu do quarto, com a mão na testa, em uma característica
sua, quando em crise de risos. Acabei em crise de riso também.
Realmente, um cartaz em forma de Xerox não era algo para se levar a
sério. Mas, como diz mamãe, “A quem Deus promete, não falta”. Chico
César se tornou “Chico César” e agora, quando vem a “Cidade dos Magos”,
destaca-se em cartazes coloridos, espalhados pelos quatro cantos da
cidade. – [chico potengy]

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