O homem que aparece nestas fotografias é o senhor Vanildo Medeiros Oliveira. Natural da cidade paraibana de Barra de Santa Rosa. Mas quando nasceu, em 16 de fevereiro de 1935, aquele então lugarejo pertencia ao município de Cuité, que faz “fronteira” com o atual município norte-rio-grandense de Jaçanã. Em 22 de novembro de 1942, veio para morar em Natal:
- Cheguêi aqui à mêia noite in pôntu! Cumecêi vendênu cocada, durânti quátu ânu. Dus dez aus quatôzi ânu. Dus catôze inté us dizôito, fui cobradô di ônibus. Dus dizôito aos 30, motorista di ônibus. Dus trinta invânti, taquicista. Comecêi in mêia oito.
Conheci seu Vanildo no fim da década de1980. No começo do ano de 1990 passei a ser seu cliente. Ele me levava da Ribeira para minha casa, no Flamboyant. Vez por outra me contava alguma história. Eu disse..., “vez por outra”. Não é de muita conversa. Mas quando fala algo, sempre em um tom baixinho, e sempre vem acompanhado de um sorriso. Aposentado, toda tarde ocupa um banco da Praça Kennedy (conhecida como “Praça da Cocada”), em pleno coração do Grande Ponto: cruzamento da rua João Pessoa com avenida Rio Branco. Seu Vanildo é viúvo e tem cinco filhos. Todos formados. Sempre morou no Alecrim, na Rua Presidente Sarmento (Avenida 4):
- Êssis ‘retrátu’, um é di julho di mílinóvicêntu e cinquênta i séti. Ali no cêntu du Alicrim. A ôta, a dá da bicuda, foi in 1960, in frênti a Escola João Tibúrcio, na Avenida 8, no sintídu di quem vai pras Quintas. Minha Linha era Rocas-Quintas. Tôda vida fôi!
Transcrevi a fala de seu Vanildo em sua fonética regional, para ser fiel a sua originalidade linguística. E terminei a “entrevista” parabenizando-o por sua contribuição a História da Cidade do Natal.
[Chico Potengy]

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