Comprei essa camisa em um dia de maio de 2010. O jogo era do Alecrim
Futebol Clube contra o Tupi de Juiz De Fora (MG), pela Série D do Campeonato
Brasileiro. Pois bem, Eu não vou a campo desde aquele jogo entre América de
Natal e Vasco da Gama - anos de 1990. Aquele em que os cariocas venceram por um
a zero, e Edmundo (grande jogador Edmundo!) saiu nos chamando de “Paraíba”. Havia
alguns simbolismos aquele dia. Simbolismos para mim... Eu queria que minha
filhota visse uma partida de futebol “in loco”. Queria que ela tivesse o prazer
de ir ao Estádio com o pai. Coisa que não tive. Creio que era para “vazar”
aquela frustração (estou curado, graças a Deus!). Alguém disse certa vez que “O
melhor ‘brinquedo’ de uma criança são seus pais”... Pois bem, Graça sabia que
eu não ia mais a campo. E estranhou quando me viu vestindo a camisa. De sua
cama hospitalar, montada em nosso quarto, poucos dias antes de sua partida, observava,
calada, eu me “impiriquitá” para o evento. Quando terminei de botar o perfume, tranquilamente
ela “disparou”:
- Vai para o jogo, meu ‘filho’”? - Respondi que não. Iria fazer uma
city tour àquela tarde.
A mulher mudou o semblante e, dedo em riste, decretou:
- Com essa camisa não vai, não! Seu cliente não quer saber qual seu
time do coração. Pode tirar e vestir uma camisa social! Seja profissional. - Fiquei
puto da vida. Mas, depois de minutos, obedeci. Hoje me lembro do acontecido. Um
sorriso “arreganha” os cantos de minha boca e vejo que ela sempre tinha
razão... – [cp]

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