Dormi o dia todo. Acordei há pouco. Desci para comer alguma coisa,
lavei roupas, banheiro e voltei pra rede. Quero dormir mais - vou levantar às 5
horas. Mas, me lembrei de Eva e senti saudade dela... Conheci Eva em
1982, em São José dos Campos. Uma jovem muito inteligente, bonita, educada, de
sorriso encantador. Pele muito branca, cabelos curtíssimos lhe dando um ar de
"inocência". Foi uma das pessoas mais agradáveis que conheci durante
meu tempo no Estado de São Paulo. Ela era de Santa
Rita, na vizinha Paraíba. Estávamos trabalhando juntos no Vale do Paraíba
(região que inclui São José dos Campos, Taubaté, Aparecida, Guaratinguetá,
entre outras cidades). Ficamos amigos. Ela descobriu que eu "amava"
goiabada com creme de leite e vivia o tempo todo falando nisso. Eu me
"vingava" cantando "Eva" da banda Rádio Táxi, ou
"Telma, eu não sou gay", de Ney Matogrosso, que ela havia me
ensinado. Ríamos muito juntos. Eva tinha cólicas menstruais terríveis. Ficavam
três dias de cama. Como seu "líder", no trabalho que fazíamos, eu
viajava até "Guará"(tinguetá) para lhe dar um apoio moral - estávamos
longe de casa. Curiosamente eu não entendia nada daquele "assunto",
mas, acabou sendo uma experiência muito válida para mim, depois que casei.
Minha mulher também tinha o mesmo problema. Ficava dias acamada. Não me lembro
de como foi a última vez que vi minha amiga Eva. Creio que foi na cidade de São
Paulo. Lembro vagamente que ela saía de uma loja (na Av. Francisco Morato) e
nem nos falamos, rimos muito se olhando... Ela foi logo perguntando por
goiabada com creme de leite por cima... Por onde anda aquela jovem - cuja imagem
que guardo é a de uma garota de vestido florido, corte de cabelo curtíssimo... - minha amiga paraibana? Casou e teve filhos? O que faz da vida? Ainda tem aquele
seu sorriso encantador? – [cp]
Texto de sábado à noite.

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