quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O DIA EM QUE QUASE ASSASSINEI A SÉTIMA ARTE


Não sei quando começou e quem inventou as chamadas listas dos melhores filmes do ano, da década, do século, que circulam em revistas e jornais do mundo inteiro. Considero um risco ousado fazer esse tipo de escolha entre tantas grandes obras. Costumo dizer que filme é como perfume: agrada a uns a outros, não. Em 1995, por ocasião dos 100 Anos do Cinema, envolvido pela "febre" das listas daquela comemoração, tentei fazer a minha. Comecei escolhendo 850, caiu para 284, 50. Depois de eliminar "A CALDEIRA DO DIABO" (Peyton Place, 1957), de Mark Robson, "AMAR FOI MINHA RUÍNA" (Lave Her to Heaven, 1945), de John M. Stahl, "ASSIM ESTAVA ESCRITO" (The Bad and the Beautiful, 1952), de Vicente Minnelli, "A PONTE DO RIO KWAI" (The Bridge on the River Kway, 1957), de David Lean, "GUNGA DIN" (idem, 1939), de George Stevens, "O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA" (The Man Who Shot Liberty Valley Valance, 1962), de John Ford, e "TEMPOS MODERNOS" (Modern times, de 1936), de Charlie Chaplin. Finalmente me vi diante de duas listas com 10 filmes cada: na primeira, (1)"DOUTOR JIVAGO" (Doctor Zhivago, 1965), de David Lean, (2)"SPLENDOR" (idem, 1988), de Ettore Scola, (3)"O HOMEM QUE QUERIA SER REI" (The Man Who Would Be King, 1975), de Jonh Huston, (4)"OS COWBOYS" (The Cowboys, 1972), de Mark Rydell, (5)"O HOMEM DO SPUTINIK" (1959), de Carlos Manga, (6)"O NOME DA ROSA" (Der Name Der Rose, 1986), de Jean-Jacques Annaud, (7)"AS FÉRIAS DO SR. HULOT" (Les Vacances de Monsieur Hulot, 1953), de Jacques Tati, (8)"HAIR" (idem, 1979), de Milos Forman, (9)"MEDITERRÂNEO" (Mediterraneo, 1991), de Gabriele Salvatores, e (pasmem!) (10)"CASABLANCA" (idem, 1942), de Michael Curtiz, entre outros grandes.


Na segunda: (1)"A MONTANHA DOS SETE ABUTRES" (Ace in the Hole ou The Big Carnival, 1951), de Billy Wilde, (2)"LAWRENCE DA ARÁBIA" (Lawrence of Arabian, 1962), de David Lean, (3)"RASTROS DE ÓDIO" (The Searchers, 1956), de John Ford, (4)"GLÓRIA FEITA DE SANGUE" (Paths of Glory, 1957), de Stanley Kubrick, (5)"O DIA QUE A TERRA PAROU" (The Day the Earth Stood Still, 1951), de Robert Wise, (6)"OUTUBRO" (Oktyabre, 1928), de Sergei M. Eisenstein, (7)"SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS" (Dead Poets Society), 1989), de Peter Weir, (8)"A BATALHA DE ARGEL" (La Battaglia di Algerie, 1965), de Gillo Pontecorvo, (9)"CONSCIÊNCIAS MORTAS" (The Ox-Bow Incident, 1943), de William A. Wellman, e (10)"A VIDA DE BRIAN" (Life of Brian, 1979), de Terry Jones.


Foi diante dessas duas listas que descobri que estava cometendo um verdadeiro "massacre" cinéfilo. Recusando cometer um crime contra a Sétima Arte, rasguei tudo e botei no lixo. Somente um Cinéfilo Apostólico Hollywoodiano, como eu, pode perceber a dimensão do que realmente quero dizer. - [cp]

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