Esses dias andei publicando textos filatélicos. Hoje, revirando
arquivos, encontrei esta foto. Creio ser de 1996. Foi minha mulher quem fez. Um
dos prazeres do filatelista é quando ele recebe uma carta “nove meses”, como
dizia o amigo Mussolini Fernandes. Sim, uma carta, vinda do exterior, cheinha
de selos, é um prazer à parte. Até hoje fico ansioso para chegar em casa e ver
o conteúdo... Ri muito com a foto, me lembrando das palhaçadas de Graça. Ela
tirava à maior “onda” quando me via envolvido em meus momentos de prazer - sem
ela (coisa de mulher!): chegava e ficava em pé, atrás de mim. Eu não dava à
mínima para sua presença. Ela “encostava” fazendo “pressão” no meu braço. Eu
fingia não sentir (inchando para rir). Esfregava as unhas nas minhas costas e
ia subindo pelos ombros. Depois vinha um golpe baixo: soprava o hálito quente
em minha nunca e mordia a ponta da minha “urêa”. Eu todo arrepiado, parecendo
um gato quando encontra um pitbull. Mas, não “cedia”. Às vezes eu precisava
passar a ponta da língua em um pedacinho de charneira (para unir o selo ao
álbum). Ela baixava o nível: “Meu ‘filho’, você não prefere passar essa sua língua
em algo mais... – [cp]

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