Ontem à tardinha, estava eu dentro de minha rede quando recebi um telefonema
de minha amiga Tereza:
- Querido, vâmu cumê tapioca?
Eu adoro ser chamado de “querido”!
Eu digo:
- Bóra!
“Fumu”! “Fumu pra” Pium. Quinze quilômetros
lá de casa. Nuh Café é o nome do lugar - maravilhoso! Ambiente aconchegante, tranqüilo,
decoração totalmente rústica. Parece casa de fazenda. Tudo muito bonito, bem
cuidado. Muito brilho, muita luz, livros, artesanatos. Comida regional,
excelente atendimento e muita gente bonita. Tinha gente feia também... Aliás,
gente feia é como farinha: em todo canto se acha. Ficamos numa “tenda” (isso
mesmo, há várias tendas e as pessoas ocupam a que mais lhe agrada!) na beirinha
da estrada que vai para o Litoral Sul. Os carros passando do meu lado. Coisa de
dois metros, por aí. Mas, nada que atrapalhasse. Ao contrário, muito
interessante. O clima de friozinho, da chuva que caiu, dando um toque todo
especial. Um gramado e um jardim muito bem cuidado. Um sapinho insistia em passar
aqui do meu lado. Mas, não deu para fotografá-lo. Ele era muito rápido nos
pulos. Comemos tapioca recheada com ovos (minha mulher me chamava de “papa-ovo”),
café matuto (sem coar), água, chá de camomila e um papo muito bom. O preço? Isso
não tem preço... - cp







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