quarta-feira, 17 de junho de 2015

AMOR DE BOMBOS

Eu estava, ainda há pouco, na cadeira do dentista quando avistei um carcará sobrevoando o Edifício Barão do Rio Branco. Ele estava em busca de seu “café da manhã”. Há muitos pombos circulando por ali. Dei uma olhada e vi vários. Alguns até namorando. Dei um zoom de cima para baixo e... Me lembrei dessa poesia, declamada por "Roberval Taylor" - que tenho guardada, a sete chaves, desde o inicio dos anos 90 -  que diz:

“Um pombo observou
 Bela pomba na calçada
 E dela se aproximou
 Pra tentar um "jogada".

 'Como é que é, gente fina'!
 Vê-se que o pombo se amarra
 'Vamos gastar gazolina, dando
 Uma volta na Barra' ?

 A pobre pomba, inocente
 Foi no fusca do 'pombaço'
 E só voltou no nascente
 Com cara de 'fiz e faço'.

 Passou um mês, outro mês
 Mas três meses se passaram
 E os meses chegaram a seis
 E até os nove chegaram.

 Daquela noite de farra
 Que varou a madrugada
 No passeio pela Barra
 Virando um 'barra pesada'.

 Pobre pombinha 'Felícia'
 Pomba outrora comportada
 Do pombo, nem tem notícia
 E espera uma pombada...”

                 Roberval Taylor (Chico Anísio)

            Pesquisa: [cp]

Nenhum comentário:

Postar um comentário