Essa quem me contou foi meu amigo Juca Leandro. Um caminhoneiro, amigo
dele, todas as vezes que viajava para o alto sertão, parava em um cabaré de
Caicó, e gostava de "trocar energias" com uma puta gorda que havia
naquela casa – “portal do paraíso”, como diz Chico Potengy. Olhe, amigo leitor,
as magras que me perdoem, mas uma gorda... E essas da carinha de bonecas, essas
é que são as mais safadas... Pode acreditar! Mas, enfim, quando aquele homem
estava nos braços de Miriam, a tal puta, enquanto "resfolegava",
gemia: "Ai minha quinze dezenove! Ai minha quinze dezenove, aiiiiiiiiiiiii
minha quinze dezenoooooooove!" Era sempre a mesma coisa. Miriam era
daquelas gordas entroncadas, de coxas descomunais, peitos enormes, três dobras
no bucho e extremamente gelatinosa. Uma noite ele parou o caminhão na frente do
estabelecimento, só que a puta estava "puta da vida" (sem trocadilho!),
e foi logo avisado para as amigas:
- Lá vem aquele caminhoneiro fulero. Si êli vinhé cum aquela fulerági de
'quínzi dizenóvi, eu mando êli tumá no cu e pronto!
Na hora do "bem-bom" o homem começou: "Ai minha quinze
dezenove! Ai minha quinze dezenove! Aiiiiiiii minha quinze
dezenoooooooooove!"! A mulher saltou da cama, botou as mãos nos quadris e
gritou:
- Iscuta aqui, freguês, qui putaria é eça di quínzi dizenóvi? Qui estóra
é eça?" Ele disse:
- Calma, meu bem. É que você é robusta, quente, agüenta o tranco e
balança como a cabine de meu caminhão 1519! - fcésar

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