segunda-feira, 20 de abril de 2015

MERCEDES

Essa quem me contou foi meu amigo Juca Leandro. Um caminhoneiro, amigo dele, todas as vezes que viajava para o alto sertão, parava em um cabaré de Caicó, e gostava de "trocar energias" com uma puta gorda que havia naquela casa – “portal do paraíso”, como diz Chico Potengy. Olhe, amigo leitor, as magras que me perdoem, mas uma gorda... E essas da carinha de bonecas, essas é que são as mais safadas... Pode acreditar! Mas, enfim, quando aquele homem estava nos braços de Miriam, a tal puta, enquanto "resfolegava", gemia: "Ai minha quinze dezenove! Ai minha quinze dezenove, aiiiiiiiiiiiii minha quinze dezenoooooooove!" Era sempre a mesma coisa. Miriam era daquelas gordas entroncadas, de coxas descomunais, peitos enormes, três dobras no bucho e extremamente gelatinosa. Uma noite ele parou o caminhão na frente do estabelecimento, só que a puta estava "puta da vida" (sem trocadilho!), e foi logo avisado para as amigas:

- Lá vem aquele caminhoneiro fulero. Si êli vinhé cum aquela fulerági de 'quínzi dizenóvi, eu mando êli tumá no cu e pronto!
Na hora do "bem-bom" o homem começou: "Ai minha quinze dezenove! Ai minha quinze dezenove! Aiiiiiiii minha quinze dezenoooooooooove!"! A mulher saltou da cama, botou as mãos nos quadris e gritou:

- Iscuta aqui, freguês, qui putaria é eça di quínzi dizenóvi? Qui estóra é eça?" Ele disse:

- Calma, meu bem. É que você é robusta, quente, agüenta o tranco e balança como a cabine de meu caminhão 1519! - fcésar

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