O último dia 15 foi um dia de festa para nós, torcedores do Alecrim
Futebol Clube. Comemoramos seus 101 anos de história. E nessa longa caminhada,
muitos momentos de conquistas e glórias. Contudo, parodiando Euclides da Cunha,
eu diria que o alecrinense é, antes de tudo, um forte. Nosso
ultimo título estadual é o do Bicampeonato 1985/86, mas, continuamos
acreditando em nossos craques. Por falar em craques, relembramos alguns do
nosso passado: Galdino, Icário, Burunga, a inesquecível dupla de 1968, Pedrinho
e Valdomiro, Elso, Luizão, Walter Cardoso, Vasconcelos, Odilon, e tantos outros
que não tive o privilégio de ter visto em campo. Alberi foi um capitulo a
parte, uma vez que sua passagem pelo clube “Verde-Esmeraldino” foi curta. Todavia,
deixou sua marca de campeão em 1979. O professor José Normando Bezerra, em sua
eterna paixão alecrinense, ariscou-se a me dizer: “Tenho certeza que Zico
aprendeu a bater falta com Elson. Foi o jogador mais elegante que eu já vi em
campo. Batia falta como ninguém. Aliás, o narrador podia gritar gol antes da
falta ser batida”. Às 19 horas nos reunimos na Sede Social do Clube, para uma
missa solene. Padre Francisco fez a celebração. A família alecrinense é
literalmente uma família. Vai pai, mãe, filhos... É algo bonito de se ver. Nossa
festa foi muito simples, mas, de muita emoção para todos os participantes. Chico
Araújo animou os participantes, sempre com seu entusiasmo contagiante. Conheci
Chico em 1972. É um dos chamados “torcedores símbolo”. Desde 1974 que atua
animando missas. Padre Francisco nos falou do dom e da importância da gratidão.
E nos exortou a agradecer o privilegio de sermos torcedores alecrinense, e, entusiasmado,
não se conteve, assumiu ser torcedor do time do Bairro onde é pároco na igreja
de São Sebastião e igreja de São Pedro. Padre na torcida do Alecrim é normal.
Tivemos o ex-governador, monsenhor Walfredo Gurgel e padre Pio, hoje com mais
de 80 anos, também torcedores. Dei um jeito e fui falar com o celebrante.
Estendi a mão e disparei: “Pádi, desde a missa do ano passado que eu
desconfiava que morava um periquito verde dentro desse seu peito”. O padre riu
pra valer. Ao final, bolo, salgadinhos e refrigerantes. – [chico potengy]



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